terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Jovens: "Firmes na Fé"
O tema desta Jornada da Juventude, na Espanha é belo, profundo e tem um significado muito atual: “enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf Cl. 2,7). Na Carta aos Colossenses, São Paulo exorta os fiéis a não se deixarem abalar na fé em Cristo e a não se perturbarem com outros ensinamentos e propostas religiosas, ou não-religiosas. “Fiquem firmes na fé em Cristo”, equivale a um apelo a não desanimar e a perseverar diante das dificuldades para ser cristãos.
O tema aponta para o centro da vida cristã: nossa referência essencial a Cristo. Ser cristão é ser discípulo de Cristo; é estar ligado a ele com uma relação estreita e vital; é receber dele a vida nova, mediante a fé e o batismo. Para São Paulo, isso significa “estar nele”, ser edificados sobre ele, estar enraizados nele. Significa que “já não somos mais estrangeiros e estranhos a Cristo e a Deus, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (cf Ef 2,11-19). Sem esta referência a Cristo, o cristão perde o rumo e a Igreja, o seu sentido.
A Igreja aponta para Cristo e convida jovens e adultos a encontrá-lo, a se deixar encantar por ele, a experimentar a alegria e a paz de estar em sua companhia; a acolher sua Palavra e seguir seus passos vida afora. Sim, porque Ele é o Salvador, o pastor, que conduz e ama seu rebanho, que dá a vida pelas ovelhas; é a porta aberta, que leva direto ao encontro com Deus; o “pão”, que sacia toda fome e faz viver para sempre; a água, que mata toda a sede; é a luz, que permite caminhar sem tropeços e sem errar o caminho; é a verdade, a vida, o rosto humano de Deus… Isso interessa aos jovens?
Em nossos dias, o cristão encontra-se muitas vezes desafiado a viver sua fé em Deus e em Cristo num contexto de esquecimento de Deus, numa espécie de “eclipse do sentido de Deus”, quando não, de clara negação e rejeição de Deus. Renascem movimentos de ateísmo militante e de negação e combate do sentido da fé e da vivência religiosa. Sempre mais se afirma o laicismo na vida pública e se pretende até legislar para tirar dos espaços públicos os sinais e símbolos da fé, sob o pretexto de preservar a liberdade daqueles que não crêem. Crer, ofende a quem não crê?! Em nome do “Estado laico”, pretende-se relegar a fé e a religião, no máximo, para o espaço da vida privada, sem lhes reconhecer alguma relevância para o convívio social.
No entanto, quando se coloca Deus de lado, também o homem e o mundo perdem seu sentido. Sem uma referência consciente ao Criador, a criatura perde sua identidade e dignidade. O esquecimento ou desprezo de Deus estão na origem de tantos problemas do mundo e da sociedade. Por isso, é necessário e urgente que se reconheça novamente o primado de Deus na vida do homem. “Tudo muda, dependendo se Deus existe, ou não existe” (Card. Ratzinger, Jubileu dos catequistas, 10.12.2000).
Na sua Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de Madrid, o papa Bento XVI escreve: “Deus é a fonte da vida; eliminá-lo, equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, privar-se da plenitude e da alegria. Sem o Criador, a criatura se dilui” (Gaudium et Spes, 36).
A fé é um dom de Deus, que ilumina a vida daquele que crê e a transforma. Só com a fé em Deus, mediante a qual o homem pode entrar em comunhão com Deus e estabelecer com ele um laço de confiança, é que a vida encontra sua plenitude. “Tu nos fizeste para ti, Senhor, e nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em ti novamente, Senhor” (S.Agostinho).
A fé nos faz aderir firmemente a Deus e a tudo o que Ele significa e revelou para nós. Com freqüência, o ato de fé é incompleto: “creio em Deus, mas…” Existe a tendência de fazer cortes e exclusões no conjunto das verdades da fé e, sobretudo, de desvincular a fé da vida: na prática, vive-se como se Deus não existisse, ou nada significasse para nossa vida e para o mundo. Um Deus “excluído” do mundo não equivale ao Deus da revelação bíblica e da fé cristã.
Jovens e menos jovens terão, em Madrid, uma bela oportunidade para se firmarem na fé, junto com o Papa, os bispos e sacerdotes, e com tantos outros jovens, que para lá acorrerão (ou voarão…), de todas as partes do mundo! Sim, graças a Deus, não há só carentes e sedentos de fé em nossos dias, mas também testemunhas, que a vivem alegremente. Em Madrid veremos muitos jovens, firmes na fé!
O tema aponta para o centro da vida cristã: nossa referência essencial a Cristo. Ser cristão é ser discípulo de Cristo; é estar ligado a ele com uma relação estreita e vital; é receber dele a vida nova, mediante a fé e o batismo. Para São Paulo, isso significa “estar nele”, ser edificados sobre ele, estar enraizados nele. Significa que “já não somos mais estrangeiros e estranhos a Cristo e a Deus, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus” (cf Ef 2,11-19). Sem esta referência a Cristo, o cristão perde o rumo e a Igreja, o seu sentido.
A Igreja aponta para Cristo e convida jovens e adultos a encontrá-lo, a se deixar encantar por ele, a experimentar a alegria e a paz de estar em sua companhia; a acolher sua Palavra e seguir seus passos vida afora. Sim, porque Ele é o Salvador, o pastor, que conduz e ama seu rebanho, que dá a vida pelas ovelhas; é a porta aberta, que leva direto ao encontro com Deus; o “pão”, que sacia toda fome e faz viver para sempre; a água, que mata toda a sede; é a luz, que permite caminhar sem tropeços e sem errar o caminho; é a verdade, a vida, o rosto humano de Deus… Isso interessa aos jovens?
Em nossos dias, o cristão encontra-se muitas vezes desafiado a viver sua fé em Deus e em Cristo num contexto de esquecimento de Deus, numa espécie de “eclipse do sentido de Deus”, quando não, de clara negação e rejeição de Deus. Renascem movimentos de ateísmo militante e de negação e combate do sentido da fé e da vivência religiosa. Sempre mais se afirma o laicismo na vida pública e se pretende até legislar para tirar dos espaços públicos os sinais e símbolos da fé, sob o pretexto de preservar a liberdade daqueles que não crêem. Crer, ofende a quem não crê?! Em nome do “Estado laico”, pretende-se relegar a fé e a religião, no máximo, para o espaço da vida privada, sem lhes reconhecer alguma relevância para o convívio social.
No entanto, quando se coloca Deus de lado, também o homem e o mundo perdem seu sentido. Sem uma referência consciente ao Criador, a criatura perde sua identidade e dignidade. O esquecimento ou desprezo de Deus estão na origem de tantos problemas do mundo e da sociedade. Por isso, é necessário e urgente que se reconheça novamente o primado de Deus na vida do homem. “Tudo muda, dependendo se Deus existe, ou não existe” (Card. Ratzinger, Jubileu dos catequistas, 10.12.2000).
Na sua Mensagem para a Jornada Mundial da Juventude de Madrid, o papa Bento XVI escreve: “Deus é a fonte da vida; eliminá-lo, equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, privar-se da plenitude e da alegria. Sem o Criador, a criatura se dilui” (Gaudium et Spes, 36).
A fé é um dom de Deus, que ilumina a vida daquele que crê e a transforma. Só com a fé em Deus, mediante a qual o homem pode entrar em comunhão com Deus e estabelecer com ele um laço de confiança, é que a vida encontra sua plenitude. “Tu nos fizeste para ti, Senhor, e nosso coração anda inquieto enquanto não repousa em ti novamente, Senhor” (S.Agostinho).
A fé nos faz aderir firmemente a Deus e a tudo o que Ele significa e revelou para nós. Com freqüência, o ato de fé é incompleto: “creio em Deus, mas…” Existe a tendência de fazer cortes e exclusões no conjunto das verdades da fé e, sobretudo, de desvincular a fé da vida: na prática, vive-se como se Deus não existisse, ou nada significasse para nossa vida e para o mundo. Um Deus “excluído” do mundo não equivale ao Deus da revelação bíblica e da fé cristã.
Jovens e menos jovens terão, em Madrid, uma bela oportunidade para se firmarem na fé, junto com o Papa, os bispos e sacerdotes, e com tantos outros jovens, que para lá acorrerão (ou voarão…), de todas as partes do mundo! Sim, graças a Deus, não há só carentes e sedentos de fé em nossos dias, mas também testemunhas, que a vivem alegremente. Em Madrid veremos muitos jovens, firmes na fé!
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo – SP
Arcebispo de São Paulo – SP
1º Dogma Mariano:Assunção
Por ocasião da solenidade da Assunção de Maria ao céu, comemorada no dia 15 de Agosto de 1995, o santo Padre. Apresentamos a homilia ronunciada por João Paulo II, após a leitura do Evangelho:
“Uma mulher revestida de Sol” (Apoc. 12, 1).
Na hodierna Solenidade da Assunção, a Igreja aplica estas palavras do Apocalipse de São João a Maria. Elas contam´nos, num certo sentido, a parte conclusiva da história da “mulher revestida de Sol”: falam´nos de Maria elevada ao céu. Portanto, a liturgia de hoje relaciona´as de modo oportuno com a parte inicial da vicissitude de Maria: ao mistério da Visitação na casa santa de Isabel. Sabe´se que a Visitação se verificou pouco depois da Anunciação, como lemos no Evangelho de São Lucas: “Por aqueles dias, pôs´se Maria a caminho e dirigiu´se à pressa para a montanha, a uma cidade de Judá” (Lc 1,39). Segundo uma tradição, trata´se da cidade de Ain´Karim. Ao entrar na casa de Zacarias, Maria saudou Isabel. Talvez desejasse contar´lhe o que lhe havia acontecido, como tinha consentido à proposta do Anjo Gabriel, tornando´se assim, por obra do Espírito Santo, Mãe do Filho de Deus. Contudo, Isabel precedeu´a e, com a ação do Espírito Santo, continuou com palavras suas a saudação do mensageiro angélico. Se Gabriel tinha dito: “Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo” (Lc. 1, 28), ela, quase tomando o seu lugar, acrescentou: “Bendita és tu entre as mulheres e Bendito é o fruto do teu ventre” (Lc. 1, 42). Deste modo, portanto, entre a Anunciação e a Visitação foi´se formando a oração mariana mais difundida: a “Ave Maria”. Caríssimos Irmãos e Irmãs! Hoje, solenidade da Assunção, a Igreja retorna idealmente a Nazaré, lugar da Anunciação; dirige´se idealmente para a entrada da casa de Zacarias, em Ain´Karim, e saúda a Mãe de Deus com as palavras “Ave Maria!”, e com Isabel proclama: “Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor”! (Lc. 1, 45). Maria acreditou com a fé da Anunciação, com a fé da Visitação, com a fé da noite de Belém e do Natal. Hoje crê com a fé da Assunção ou, antes, já na glória do céu contempla face a face o mistério que penetrou a sua existência terrena.
2. Na entrada da casa de Zacarias nasce também o hino mariano do Magnificat. A Igreja repete´o na liturgia de hoje, porque Maria, decerto com motivações também maiores, o proclamou na sua Assunção ao céu: “A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador. Porque olhou para a humilde condição da Sua serva. De fato, desde agora todas as gerações me hão de chamar ditosa, porque me fez grandes coisas o Onipotente. É santo o seu nome” (Lc. 1, 46´49). Maria louva Deus e é louvada por Ele. Um louvor que se difundiu amplamente no mundo inteiro. De fato, quantos são os santuários marianos dedicados, em todas as regiões da terra, ao mistério da Assunção! Seria deveras difícil elencá´los todos aqui. “Maria é elevada ao céu: exultam as Plêiades dos anjos”, proclama a liturgia hodierna na aclamação ao Evangelho. Mas exultam também as multidões de homens de todas as partes do mundo. E são numerosas as nações que consideram a Mãe de Deus como sua Mãe e Rainha. O mistério da Assunção está relacionado, de fato, ao da sua coroação como Rainha do céu e da terra. “A filha do rei é toda esplendor” ´ como anuncia o Salmo responsorial da liturgia de hoje (Sl. 44/45, 14) ´ para ser elevada à direita do seu Filho: “Resplandece a rainha, Senhor, à Tua direita” (refrão do SaImo responsorial).
3. A Assunção de Maria constitui uma particular participação na ressurreição de Cristo. Na liturgia hodierna, São Paulo põe em relevo esta verdade, anunciando o júbilo pela vitória sobre a morte, restituída por Cristo com a sua ressurreição. “É necessário que Ele reine, até que haja posto todos os inimigos debaixo dos Seus pés. O último inimigo a ser destruído será a morte” (1 Cor. 15, 25´26). A vitória sobre a morte, que se tornou evidente no dia da ressurreição de Cristo, hoje diz respeito, de modo particular, à Sua Mãe. Se a morte não tem poder sobre Ele ´ ou seja, sobre o Filho ´ tampouco o pode ter sobre a Mãe, isto é, sobre aquela que lhe deu a vida terrena. Na primeira Carta aos Coríntios, São Paulo faz uma espécie de comentário aprofundado do mistério da Assunção. Escreve assim: “Cristo ressuscitou mortos como primícias dos que morreram. Porque, assim como por um homem veio a morte, também a ressurreição dos mortos veio por um homem que, assim como todos morrem em Adão, assim também em Cristo, todos serão vivificados. Cada qual porém, na sua ordem: Cristo, como primícias, os que são de Cristo, por ocasião da sua vinda” (1 Cor. 15, 20´23). Maria é a primeira dentre “os que são de Cristo´. No mistério da Assunção, Maria é a primeira a receber a glória; a Assunção representa quase o coroamento do mistério pascal. Cristo ressuscitou vencendo a morte, conseqüência original, e abraça com a sua vitória todos aqueles que aceitam com fé a Sua ressurreição. Antes de tudo, a Sua Mãe, libertada da herança do pecado original mediante a morte redentora do Filho na cruz. Hoje, Cristo abraça Maria, Imaculada desde a sua concepção, acolhendo´a, no céu, no corpo glorificado quase que a aproximar´lhe o dia do seu regresso glorioso à terra, o dia da ressurreição universal, esperada pela humanidade. A Assunção ao céu constitui uma grande antecipação do cumprimento definitivo de todas as coisas em Deus, conforme quanto escreve o Apóstolo: “depois virá o fim, quando (Cristo) entregar o Reino a Deus Pai (... ) a fim de que Deus seja tudo em todos” (1 Cor. 15, 24.28). Porventura, não é Deus tudo n’Aquela que é a Mãe Imaculada do Redentor? Saúdo´te, filha de Deus Pai! Saúdo´te, Mãe do Filho de Deus! Saúdo´te, mística esposa do Espírito Santo! Saúdo´te, templo da Santíssima Trindade!
4. “Então abriu´se o Templo de Deus no céu, a Arca da Aliança apareceu no Seu Templo (...). Depois, apareceu um grande sinal no céu: uma mulher revestida de Sol, tendo a Lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça” (Apoc. 11, 19´12, 1). Esta visão do Apocalipse é considerada, num certo sentido, como a última palavra da mariologia. Contudo, a Assunção que aqui é expressa de modo magnífico possui contemporaneamente um seu sentido eclesiológico. Contempla Maria não só como Rainha de toda a criação, mas como Mãe da Igreja. E como Mãe da Igreja, Maria elevada e coroada no céu, não deixa de ser “envolvida” na história da Igreja, que é a história da luta entre o bem e o mal. São João escreve: “Apareceu então outro sinal no céu: um grande dragão vermelho” (Apoc. 12, 3). Este dragão é conhecido pela Sagrada Escritura como inimigo da Mulher, desde os primeiros capítulos do livro do Gênesis (cf. Gn. 3, 14). No Apocalipse, o mesmo dragão coloca´se diante da Mulher que está para dar à luz, preparando´se para lhe devorar o filho apenas ele nascesse (cf. Apoc. 12, 4). O pensamento dirige´se de modo espontâneo para a noite de Belém e para a ameaça que o édito perverso de Herodes representava para a vida de Jesus recém´nascido, o qual mandava “matar todos os meninos de Belém e de todo o seu território, da idade de dois anos para baixo” (Mt. 2, 16). De tudo quanto o Concílio Vaticano Il escreveu, emerge de modo singular a imagem da Mãe de Deus, profundamente inserida no mistério de Cristo e da Igreja. Maria, Mãe do Filho de Deus, é ao mesmo tempo Mãe de todos os homens, que no Filho se tornaram filhos adotivos do Pai celeste. Manifesta´se precisamente aqui a incessante luta da Igreja. Como uma mãe, à semelhança de Maria, a Igreja gera filhos para a vida divina, e os seus filhos, filhos e filhas no Filho unigênito de Deus, são constantemente ameaçados pelo ódio do “dragão vermelho”: satanás. O autor do Apocalipse, enquanto mostra o realismo desta luta que continua na história, também põe em relevo a perspectiva da vitória definitiva por obra da mulher, de Maria que é a nossa Advogada, poderosa aliada de todas as nações da terra. O autor do Apocalipse fala desta vitória: “E ouvi uma voz chamar no céu: “agora chegou a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus e o poder do Seu Cristo” ” (12, 10). A solenidade da Assunção apresenta´nos o reinar do nosso Deus e o poder de Cristo sobre toda a criação.Juntos louvemos a Mãe de Cristo e da Igreja, unidos a quantos a venerarem em todas as partes da terra. Quanto desejaria que em toda a parte e em cada língua se exprimisse a alegria pela assunção de Maria! Como desejaria que deste mistério brotasse uma luz vivíssima sobre a Igreja e sobre a humanidade! Cada homem e cada mulher tome consciência de ser chamado, de modos diversos, a participar na glória celeste da sua verdadeira Mãe e Rainha. Todo homem e toda a mulher são chamados a ser participantes da glória, como diz Santo Ireneu: “Glória Dei vivens homo, vita autem hominis visio Dei”. São palavras que contém em si a nossa vocação pessoal no mundo e na Igreja. Louvado seja Jesus Cristo!
• L´Osservatore Romano, ed. port. n.33, 19/08/1995, pag. 03(387)
Do Livro: A VIRGEM MARIA - 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II
2º Dogma Mariano: Imaculada Conceição
A Virgindade de Maria, verdade de fé
1. A Igreja tem constantemente considerado a virgindade de Maria uma verdade de fé, acolhendo e aprofundando o testemunho dos Evangelhos, de Lucas, de Mateus e, provavelmente, também de João. No episódio da Anunciação, o evangelista Lucas chama Maria de “virgem”, referindo´se tanto à sua intenção de perseverar na virgindade como ao desígnio divino que concilia esse propósito com a sua prodigiosa maternidade. A afirmação da concepção virginal devido à ação do Espírito Santo, exclui qualquer hipótese de partenogénese natural e rejeita as tentativas de explicar a narração de Lucas como esclarecimento dum tema judaico ou como derivação duma lenda mitológica pagã. A estrutura do texto lucano (cf. Lc. 1,26´38; 2. 19.51) resiste a qualquer interpretação redutiva. A sua coerência não permite sustentar de modo válido mutilações dos termos ou das expressões que afirmam a concepção virginal operada pelo Espírito Santo.
2. O evangelista Mateus, referindo o anúncio do anjo a José, afirma de igual modo como Lucas a concepção operada “pelo Espírito Santo” (Mt. 1,20), com exclusão de relações conjugais. A geração virginal de Jesus, além disso, é comunicada a José num segundo momento: não se trata para ele de um convite a dar um consentimento prévio à concepção do Filho de Maria, fruto da intervenção sobrenatural do Espírito Santo e da cooperação só da Mãe. Ele é apenas chamado a aceitar livremente o seu papel de esposo da Virgem e a missão paterna em relação à criança. Mateus apresenta a origem virginal de Jesus como cumprimento da profecia de lsaias: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho; e chamá´lo´ão Emmanuel, que quer dizer “Deus conosco” ´ (Mt. 1,23; cf. Is. 7,14). Desse modo, Mateus leva a concluir que a concepção virginal foi objeto de reflexão na primeira comunidade cristã, que compreendeu a sua conformidade com o desígnio divino de salvação e o nexo com a identidade de Jesus, “Deus conosco”.
3. Ao contrário de Lucas e de Mateus, o Evangelho de Marcos não fala da concepção nem do nascimento de Jesus; contudo, é digno de nota o fato de Marcos jamais mencionar José, esposo de Maria. Jesus é chamado “o filho de Maria” da gente de Nazaré ou então, noutro contexto, “o Filho de Deus” em várias ocasiões (3, 11;5, 7; cf, 1,11; 9. 7; 14, 61´62; 15,39). Estes dados estão em harmonia com a fé no mistério da sua geração virginal. Tal verdade, segundo uma recente descoberta exegética, estaria explicitamente contida também no versículo 13 do Prólogo do Evangelho de João, que algumas autorizadas vozes antigas (por exemplo Ireneu e Tertuliano) apresentam, não na sua forma plural usual, mas no singular: “Ele, que não do sangue nem da vontade da carne, nem do querer do homem, mas de Deus foi gerado”. Esta versão no singular faria do Prólogo joanino uma das maiores afirmações da geração virginal de Jesus, inserida no contexto do mistério da Encarnação. A afirmação paradoxal de Paulo: “Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho, nascido de mulher... para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gál. 4, 4´5), abre o caminho ao interrogativo acerca da personalidade desse Filho e, portanto, acerca do seu nascimento virginal. Este testemunho uniforme dos Evangelhos atesta como a fé na concepção virginal de Jesus está solidamente arraigada em diversos ambientes da Igreja primitiva. E isto destitui de qualquer fundamento algumas interpretações recentes, que entendem a concepção virginal em sentido não físico ou biológico mas apenas simbólico ou metafórico: este designaria Jesus como dom de Deus à humanidade. A mesma coisa se deve dizer quanto à opinião apresentada por outros, segundo os quais a narração da concepção virginal seria, ao contrário, um theologoumenon, isto é, um modo de exprimir uma doutrina teológica, a da filiação divina de Jesus, ou seria uma sua representação mitológica. Como acabamos de ver, os Evangelhos contêm a afirmação explícita duma concepção virginal de ordem biológica, operada pelo Espírito Santo, e essa verdade foi assumida pela Igreja desde as primeiras formulações da fé (cf. Catecismo da Igreja Católica, 496).
4. A fé expressa nos Evangelhos é confirmada, sem interrupções, na tradição sucessiva. As fórmulas de fé dos primeiros autores cristãos postulam a afirmação do nascimento virginal: Aristides, Justino, Ireneu, Tertuliano estão de acordo com Santo Inácio de Antioquia, que proclama Jesus “verdadeiramente nascido de uma virgem” (Smirn. 12). Estes autores querem falar duma real e histórica geração virginal de Jesus, e estão longe de afirmar uma virgindade apenas moral ou um vago dom de graça, que se manifestou no nascimento da criança’. As solenes definições de fé dos Concílios ecumênicos e do Magistério Pontifício, que se seguiram às primeiras breves fórmulas de fé, estão em perfeita consonância com essa verdade. O Concílio de Caledônia (451), na sua profissão de fé, redigida com cuidado e pelo conteúdo infalivelmente definido, afirma que Cristo foi “gerado [... ] segundo a humanidade, nos últimos dias, para nós e para a nossa salvação, de Maria Virgem, Mãe de Deus” (DS, 301). Do mesmo modo, o III Concílio de Constantinopla (681) proclama que Jesus Cristo foi “gerado [...] segundo a humanidade, pelo Espírito Santo e por Maria Virgem, aquela que é propriamente e com toda a verdade Mãe de Deus” (DS, 555). Outros Concílios ecumênicos (Constantinopolitano II, Lateranense IV e Lionense II) declaram Maria “sempre virgem”, pondo em relevo a sua virgindade perpétua (DS, 423, 801, 852). Essas afirmações foram retomadas pelo Concílio Vaticano II, evidenciando o fato que Maria “acreditando e obedecendo, gerou na terra, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo, o Filho do Pai” (LG, 63). Às definições conciliares devem´se acrescentar as do Magistério Pontifício relativas à imaculada concepção da “Bem´aventurada Virgem Maria” (DS, 2803) e da Assunção da “Imaculada Mãe de Deus sempre Virgem” (DS, 3903).
5. Ainda que as definições do Magistério, com exceção do Concílio Lateranense de 649, querido pelo Papa Martinho I, não estabeleçam com precisão o sentido do apelativo “virgem”, é claro que esse termo é usado no seu sentido habitual: a abstenção voluntária dos atos sexuais e a preservação da integridade corporal. Em todo o caso, a integridade física é considerada essencial à verdade de fé da conceição virginal de Jesus (cf. Catecismo da Igreja Católica, 496). A designação de Maria como “Santa, sempre Virgem, Imaculada” suscita a atenção sobre o vínculo entre santidade e virgindade. Maria quis uma vida virginal, porque animada pelo desejo de dar inteiramente o seu coração a Deus. A expressão usada na definição da Assunção, “a Imaculada Mãe de Deus sempre Virgem” sugere também a conexão entre a virgindade e a maternidade de Maria: duas prerrogativas unidas de maneira milagrosa na geração de Jesus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Assim a virgindade de Maria está intimamente ligada à sua maternidade divina e perfeita santidade.
• L´Osservatore Romano, Ed. Port. n.28, 13/07/1996, pag. 12(348)
Do Livro: A VIRGEM MARIA - 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II
3º Dogma Mariano: Maternidade Divina
Maria, Mãe de Deus
"Donde me vem a dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1,43)
O título "Théotokos" (Mãe de Deus) foi dado à Maria durante o Concílio de Éfeso (431), na Ásia Menor. A heresia de negar a maternidade divina de Nossa Senhora é muito anterior aos protestantes. Ela nasceu com Nestório, então Bispo de Constantinopla. Os protestantes retomaram esta heresia já sepultada pela Igreja de Cristo. Este é um problema de Cristologia e não de Mariologia. Vamos demonstrar através dos exemplos abaixo a autenticidade da doutrina católica.
Maria é Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus que é Deus.
Se perguntarmos a alguém se ele e filho de sua mãe, se esta verdadeiramente for a mãe dele, de certo nos lancará um olhar de espanto. E teria razão. O homem como sabemos é composto de corpo, alma e espírito. A minha mãe me deu meu corpo, a parte material deste conjunto trinitário que eu sou; sendo minha alma e espírito dados por Deus. E minha mãe que me deu a luz não é verdadeiramente minha mãe?
Apliquemos, agora, estas noções de bom senso ao caso da Maternidade divina de Nossa Senhora. Há em Nosso Senhor Jesus Cristo duas naturezas: a humana e a divina, constituindo uma só pessoa, a pessoa de Jesus. Nossa Santa Mãe é mãe desta pessoa, dando a ela somente a parte material, como nosso mãe também o faz. O Espírito e Alma de Cristo também vieram de Deus. Nossa mãe não é mãe do nosso corpo, mas mãe de nossa pessoa. Assim também Maria é Mãe de Cristo. Ela não é a Mãe da Divindade ou da Trindade, mas é mãe de Cristo a segunda pessoa da Santíssima Trindade, que também é Deus. Sendo Jesus Deus, Maria é Mãe de Deus.
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, uma negação ao ensino dos Apóstolos de Cristo.
Provas da Sagrada Escritura
A Igreja Católica sendo a única Igreja Fundada por Cristo, confirmada pelos Apóstolos e seus legítimos sucessores; sendo Ela a escritora, legitimadora e guardiã da Bíblia, jamais poderia ensinar algo que estivesse contra o Ensino da Bíblia.
Vejamos o que a Sagrada Escritura ensina sobre a Maternidade Divina de Nossa Senhora:
1. O profeta Isaías escreveu: "Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel [Deus conosco]." (Is 7,14). Claramente o profeta declara que o filho da virgem será divino, portanto a maternidade da virgem também é divina, o que a faz ser Mãe de Deus.
2. O Arcanjo Gabriel disse: "O Santo que há de nascer de ti será chamado Filho de Deus" (Lc 1,35). Se ele é filho de Deus, ele tb é Deus e Maria é sua Mãe, portanto Mãe de Deus. Isaías também escreveu o mesmo em Is 7,14.
3. Cheia do Espírito Santo, Santa Izabel saudou Maria dizendo: "Donde a mim esta dita de que a mãe do meu Senhor venha ter comigo"? (Lc 1,43) E Mãe de meu Senhor quer dizer Mãe do meu Deus, portanto Mãe de Deus.
4. São Paulo ainda escreveu: "Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei." (Gl. 4,4). São Paulo claramente afirma que uma mulher foi a Mãe do filho de Deus, portanto Mãe de Deus.
Tendo a Sagrada Escritura seu berço na Igreja - portanto sendo menor que Ela - , vemos como está de acordo com o ensino da mesma.
A Doutrina dos Santos Padres
Será que os Apóstolos de Cristo concordavam com a Maternidade Divina de Nossa Senhora? Pois segundo os protestantes, a Igreja Católica inventou a maternidade divina de Maria no séc V durante o Concílio de Éfeso.
Vejamos o que diz o Apóstolo Santo André: "Maria é Mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza, que, abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu". (Sto Andreas Apost. in trasitu B. V., apud Amad.)
Veja agora o testemunho de São João Apóstolo: "Maria, é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu a luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido a carne humana." (S. João Apost. Ibid)
São Tiago: "Maria é Santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus" (S. Jac. in Liturgia)
São Dionísio Areopagita: "Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes." (S. Dion. in revel. S. Brigit.)
Orígenes escreveu: "Maria é Mãe de Deus, unigênito do Rei e criador de tudo o que existe" (Orig. Hom I, in divers. - Sec. II )
Santo Atanásio diz: "Maria é Mãe de Deus, completamente intacta e impoluta." (Sto. Ath. Or. in pur. B.V.)
Santo Efrém: "Maria é Mãe de Deus sem culpa" (S. Ephre. in Thren. B.V.).
São Jerônimo: "Maria é verdadeiramente Mãe de Deus" (S. Jerôn. in Serm. Ass. B.V.).
Santo Agostinho: "Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus" (S. Agost. in orat. ad heres.).
Todos os Santos Padres afirmaram em amor e veneração a maternidade divina por Nossa Senhora. Me cansaria em citar todos os testemunhos primitivos.
Agora uma surpresa para os protestantes. Lutero e Calvino sempre veneraram a Santíssima Virgem. Veja abaixo o testemunho dos pais da Reforma:
• "Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis monarcas da Terra, comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar o suficiente, a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade." (Martinho Lutero no comentário do Magnificat - cf. escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista Jesus vive e é o Senhor).
• "Não há honra, nem beatitude, que se aproxime sequer, por sua elevação, da incomparável prerrogativa, superior a todas as outras, de ser a única pessoa humana que teve um Filho em comum com o Pai Celeste" (Martinho Lutero - Deutsche Schriften, 14,250).
• "Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus." (Calvino - Comm. Sur I'Harm. Evang., 20)
A negação da Maternidade divina de Nossa Senhora é uma negação à Verdade, é negar a Divindade de Cristo, é negar o ensino dos Apóstolos de Cristo.
O Concílio Ecumênico de Éfeso
Quando o heresiarca Ario divulgou o seu erro, negando a divindade da pessoa de Jesus Cristo, a Providência Divina fez aparecer o intrépido Santo Atanásio para confundí-lo, assim como fez surgir Santo Agostinho para suplantar o herege Pelágio, e São Cirilo de Alexandria para refutar os erros de Nestório, que haviam semeado a perturbação e a indignação no Oriente.
Em 430, o Papa São Celestino I, num concílio de Roma, examinou a doutrina de Nestório que lhe fora apresentada por São Cirilo e condenou-a anti-católica, herética.
São Cirilo formulou a condenação em doze proposições, chamadas os doze anátemas, em que resumia toda a doutrina católica a este respeito.
Pode-se resumi-la em três pontos:
1. Em Jesus Cristo, o Filho do homem não é pessoalmente distinto do Filho de Deus;
2. A Virgem Santíssima é verdadeiramente a Mãe de Deus, por ser a Mãe de Jesus Crito, que é Deus;
3. Em virtude da união hipostática, há comunicações de idiomas, isto é; denominações, propriedades e ações das duas naturezas em Jesus Cristo, que podem ser atribuídas à sua pessoa, de modo que se pode dizer: Deus morreu por nós, Deus salvou o mundo, Deus ressuscitou.
Para exterminar completamente o erro, e restringir a unidade de doutrina ao mundo, o Papa resolveu reunir o Concílio de Éfeso (na Ásia Menor), em 431, convidando todos os bispos do mundo. Perto de 200 bispos, vindos de todas as partes do orbe, reuniram-se em Éfeso. São Cirilo presidiu a assembléia em nome do Papa. Nestório recusou comparecer perante aos bispos unidos. Desde a primeira sessão a heresia foi condenada. Sobre um trono, no centro da assembléia, os bispos colocaram o Santo Evangelho, para representar a assistência de Jesus Cristo, que prometera estar com a sua Igreja até a consumação dos séculos, espetáculo santo e imponente que desde então foi adotado em todos os concílios. Os bispos cercando o Evangelho e o representante do Papa, pronunciaram unânime e simultaneamente a definição proclamando que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus. Nestório deixou de ser, desde então, bispo de Constantinopla. Quando a multidão ansiosa que rodeava a Igreja de Santa Maria Maior, onde se reunia o concílio, soube da definição que proclamava Maria Mãe de Deus, num imenso brado ecoou a exclamação: "Viva Maria, Mãe de Deus! Foi vencido o inimigo da Virgem! Viva a grande, a augusta, a gloriosa Mãe de Deus!"
Em memória desta solene definição, o concílio juntou à saudação angélica estas palavras simples e expressivas: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte".
Autor: Alessandro Ricardo Lima
Extraído do site http://www.veritatis.com.br
Extraído do site http://www.veritatis.com.br
Dogma Mariano : Virgindade Perpétua
Maria, sempre virgem (Aeiparthenos)
1. A Igreja tem constantemente manifestado a própria fé na virgindade perpétua de Maria. Os textos mais antigos, quando se referem à concepção de Jesus, chamam Maria simplesmente “Virgem”, deixando contudo entender que consideravam essa qualidade como um fato permanente, referido à sua vida inteira.
Os cristãos dos primeiros séculos expressaram essa convicção de fé mediante o termo grego aeiparthenos ´ “sempre´virgem” ´ criado para qualificar de modo singular e eficaz a pessoa de Maria, e exprimir numa só palavra a fé da Igreja na sua virgindade perpétua. Encontramo´lo usado no segundo símbolo de fé de Santo Epifânio, no ano 374, em relação à Encarnação: o Filho de Deus “encarnou´Se, isto é, foi gerado de modo perfeito por Santa Maria, a sempre Virgem, por obra do Espírito Santo” (Ancoratus, 119,5; DS 44). A expressão “sempre Virgem” é retomada pelo II Concílio de Constantinopla (553), que afirma: o Verbo de Deus, “tendo´Se encarnado da santa gloriosa Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, nasceu dela” (DS 422). Esta doutrina é confirmada por outros dois Concílios Ecumênicos: o Lateranense IV (1215) (DS 801) e o Concílio de Lião (1274) (DS 852), e pelo texto da definição do dogma da assunção (1950) (DS 3903), no qual a virgindade perpétua de Maria é adotada entre os motivos da sua elevação, em corpo e alma, à glória celeste.
2. Mediante uma fórmula sintética, a tradição da igreja apresentou Maria como “virgem antes do parto, no parto, e depois do parto”, reafirmando, através da indicação destes três momentos, que ela jamais cessou de ser virgem. Das três, a afirmação da virgindade “antes do parto”, é, sem dúvida, a mais importante, porque se refere à concepção de Jesus e toca diretamente o próprio mistério da Encarnação. Desde o início ela está constantemente presente na fé da igreja. A virgindade “no parto” e “depois do parto”, embora contida implicitamente no título de virgem, atribuído a Maria já nos primórdios da Igreja, torna´se objeto de aprofundamento doutrinal no momento em que alguns começam implicitamente a pô´la em duvida. O Papa Ormisdas esclarece que “o Filho de Deus Se tornou filho do homem, nascido no tempo como um homem, abrindo no nascimento o seio da Mãe (cf. Lc. 2, 23) e, pelo poder de Deus, não destruindo a virgindade da Mãe” (DS 368). A doutrina é confirmada pelo Concílio Vaticano Il, no qual se afirma que o Filho primogênito de Maria “não só não lesou a sua integridade virginal, mas antes a consagrou” (LG,57). Quanto à virgindade depois do parto, deve´se antes de tudo observar que não há motivos para pensar que a vontade de permanecer virgem, manifestada por Maria no momento da Anunciação (Lc. 1,34), tenha sucessivamente mudado. Além disso, o sentido imediato das palavras: “Mulher, eis aí o teu filho”, “Eis aí a tua Mãe” (Jo. 19,2627), que Jesus da cruz dirige a Maria e ao discípulo predileto, faz supor uma situação que exclui a presença de outros filhos nascidos de Maria. Os negadores da virgindade depois do parto pensaram encontrar um argumento comprovante no termo “primogênito”, atribuído a Jesus no Evangelho (Lc.2,7), como se essa locução deixasse supor que Maria tenha gerado outros filhos depois de Jesus. Mas a palavra “primogênito” significa literalmente “Filho não precedido por outro” e, em si, prescinde da existência de outros filhos. Além disso, o evangelista ressalta esta característica do Menino, pois ao nascimento do primogênito estavam ligadas algumas importantes observâncias próprias da lei judaica, independentemente do fato que a Mãe tivesse dado à luz outros filhos. Todo o filho único estava, pois, sob essas prescrições porque “o primeiro a ser gerado” (cf. Lc. 2,23).
3. Segundo alguns, a virgindade de Maria depois do parto seria negada por aqueles textos evangélicos que recordam a existência de quatro “irmãos de Jesus”: Tiago, José, Simão e Judas (Mt. 13, 55´56; Mc. 6,3), e de suas diversas irmãs. É preciso recordar que, tanto em hebraico como em aramaico, não existe um vocábulo particular para exprimir a palavra “primo” e que, portanto, os termos “irmão” e “irmã” tinham um significado muito amplo, que abrangia diversos graus de parentesco. Na realidade com o termo “irmãos de Jesus” são indicados “os filhos duma Maria discípula de Cristo (cf. Mt. 27,56), designada de modo significativo como a “outra Maria” (Mt. 28,1). Trata´se de parentes próximos de Jesus, segundo uma expressão conhecida do Antigo Testamento” (Catecismo da Igreja Católica, n. 500). Maria Santíssima é, pois, a “sempre Virgem”. Esta sua prerrogativa é a conseqüência da maternidade divina, que a consagrou totalmente à missão redentora de Cristo.
• L´Osservatore Romano, Ed. Port. n.35, 31/08/1996, pag. 12(408)
Do Livro: A VIRGEM MARIA - 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Quão doce é Jesus.
Não contentando-se em ter vindo ao mundo para nos salvar da morte,e nos libertar da escravidão do pecado, como verdadeiro homem e verdadeiro Deus.
Ele quis de uma maneira tão simples permanecer para sempre conosco nos nutrindo a alma e o coração.
Jesus se fez pão!
Ele mesmo disse que : "Quem come do meu corpo e bebe do meu sangue, permanece em mim e eu nele". Jo 6,56.
Quem recebe Jesus em seu coração está em comunhão com ele e com a santíssima trindade.
Ele é o pão dos anjos que desceu dos céus, ele é nosso alimento espiritual, a eucaristia é o sustento de nossa alma, é o sustento de toda santa e amada igreja.
Pois sobre as espécies do pão e do vinho, escondido está o doce Jesus, com toda a sua divindade, com todo o seu poder.
Pensemos em como temos nos preparado para receber em nossos corações o doce Jesus.
Preparemos a nossa morada com as mais belas flores para acolher ao jardineiro celeste.
É no coração humilde e limpo que ele encontra as suas delícias!
Gratidão senhor pelo teu corpo e pelo teu sangue!
Que todos os anjos e santos do céu, com todos os homens e mulheres da terra te louvem desde agora e para todo o sempre, amém.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Angelus do Papa Bento XVI Sobre a Eucarístia
26-06-2011 Na praça do Vaticano.
Hoje, na Itália e em outros Países, celebra-se o Corpus Domini, a festa da Eucaristia, o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, que Ele instituiu na Última Ceia e que constitui o tesouro mais precioso da Igreja.
Em uma cultura sempre mais individualista, como aquela em que estamos inseridos nas sociedades ocidentais, e que tende a difundir-se em todo o mundo, a Eucaristia constitui-se como uma espécie de "antídoto", que age nas mentes e nos corações dos fiéis e continuamente semeia nesses a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em suma, a lógica do Evangelho. Os primeiros cristãos, em Jerusalém, eram um sinal evidente desse novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e colocavam em comum os seus bens, a fim de que nenhum fosse indigente (cf. At 2,42-47).
Queridos amigos, invoquemos a Virgem Maria, que o meu Predecessor, o Beato João Paulo II, definiu "Mulher eucarística" (Ecclesia de Eucharistia, 53-58). Na sua escola, também a nossa vida torne-se plenamente "eucarística", aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor, esforçada em favorecer a unidade, a comunhão, a fraternidade.
Queridos irmãos e irmãs!
Hoje, na Itália e em outros Países, celebra-se o Corpus Domini, a festa da Eucaristia, o Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor, que Ele instituiu na Última Ceia e que constitui o tesouro mais precioso da Igreja.
A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social completamente baseado sobre o laço espiritual, mas concreto, com Cristo. Como afirma o Apóstolo Paulo: "Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos do mesmo pão" (1Cor10,17).
Sem a Eucaristia, a Igreja simplesmente não existiria. É a Eucaristia, de fato, que faz de uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus. O Espírito Santo, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo,transforma também quantos o recebem com fé em membros do corpo de Cristo, tanto que a Igreja é realmente sacramento de unidade dos homens com Deus e deles entre si.
Em uma cultura sempre mais individualista, como aquela em que estamos inseridos nas sociedades ocidentais, e que tende a difundir-se em todo o mundo, a Eucaristia constitui-se como uma espécie de "antídoto", que age nas mentes e nos corações dos fiéis e continuamente semeia nesses a lógica da comunhão, do serviço, da partilha, em suma, a lógica do Evangelho. Os primeiros cristãos, em Jerusalém, eram um sinal evidente desse novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e colocavam em comum os seus bens, a fim de que nenhum fosse indigente (cf. At 2,42-47).
De que deriva tudo isso? Da Eucaristia, isto é, de Cristo ressuscitado, realmente presente em meio aos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. E também nas gerações seguintes, através dos séculos, a Igreja, apesar dos limites e erros humanos, continuou a ser no mundo uma força de comunhão. Pensemos especialmente nos períodos mais difíceis, de prova: o que significou, por exemplo, para os Países submetidos a regimes totalitários, a possibilidade de reencontrar-se na Missa Dominical! Como diziam os antigos mártires de Abitene: "Sine Dominico non possumus" – sem o "Dominicum", isto é, sem a Eucaristia dominical não podemos viver. Mas o vazio produzido pela falsa liberdade pode ser muito perigoso, e então a comunhão com o Corpo de Cristo é remédio para a inteligência e a vontade, para reencontrar o gosto pela verdade e pelo bem comum.
Queridos amigos, invoquemos a Virgem Maria, que o meu Predecessor, o Beato João Paulo II, definiu "Mulher eucarística" (Ecclesia de Eucharistia, 53-58). Na sua escola, também a nossa vida torne-se plenamente "eucarística", aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor, esforçada em favorecer a unidade, a comunhão, a fraternidade.
Fonte: Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé.
São Pedro e São Paulo
Apóstolos
+ século I
Apóstolos
+ século I
A solenidade de são Pedro e de são Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na basílica de São Paulo Fora dos Muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis.
E mais: depois da Virgem Santíssima e de são João Batista, Pedro e Paulo são os santos que têm mais datas comemorativas no ano litúrgico. Além do tradicional 29 de junho, há: 25 de janeiro, quando celebramos a conversão de São Paulo; 22 de fevereiro, quando temos a festa da cátedra de São Pedro; e 18 de novembro, reservado à dedicação das basílicas de São Pedro e São Paulo.
Antigamente, julgava-se que o martírio dos dois apóstolos tinha ocorrido no mesmo dia e ano e que seria a data que hoje comemoramos. Porém o martírio de ambos deve ter ocorrido em ocasiões diferentes, com são Pedro, crucificado de cabeça para baixo, na colina Vaticana e são Paulo,
Há outras raízes ainda envolvendo a data. A festa seria a cristianização de um culto pagão a Remo e Rômulo, os mitológicos fundadores pagãos de Roma. São Pedro e são Paulo não fundaram a cidade, mas são considerados os "Pais de Roma". Embora não tenham sido os primeiros a pregar na capital do império, com seu sangue "fundaram" a Roma cristã. Os dois são considerados os pilares que sustentam a Igreja tanto por sua fé e pregação como pelo ardor e zelo missionários, sendo glorificados com a coroa do martírio, no final, como testemunhas do Mestre.
São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro papa da Igreja. A ele Jesus disse: "Tu és Pedro e sobre esta pedra fundarei a minha Igreja". São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.
São Paulo, que foi arrebatado para o colégio apostólico de Jesus Cristo na estrada de Damasco, como o instrumento eleito para levar o seu nome diante dos povos, é o maior missionário de todos os tempos, o advogado dos pagãos, o "Apóstolo dos Gentios".
São Pedro e são Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro e o farão para todo o sempre, porque assim quer o Mestre.
decapitado, nas chamadas Três Fontes. Mas não há certeza quanto ao dia, nem quanto ao ano desses martírios.
A morte de Pedro poderia ter ocorrido em 64, ano em que milhares de cristãos foram sacrificados após o incêndio de Roma, enquanto a de Paulo, no ano 67. Mas com certeza o martírio deles aconteceu em Roma, durante a perseguição de Nero.
sábado, 2 de julho de 2011
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Onde Está o Teu Irmão?
Onde estará aquele que eu concebi?
Confiei aos cuidados teus e agora não está aqui?
Onde andarás o que um dia se descuidou?
Acaso os erros que cometeu são maiores que os teus?
Confiei aos cuidados teus e agora não está aqui?
Onde andarás o que um dia se descuidou?
Acaso os erros que cometeu são maiores que os teus?
Onde se esconde aquele que foi difamado?
Não pudeste limpar ao menos seu nome?
Olha, sou eu, se ele sofre sou eu
Falam de mim, pois seu rosto é o meu
Não pudeste limpar ao menos seu nome?
Olha, sou eu, se ele sofre sou eu
Falam de mim, pois seu rosto é o meu
Como receberás o sol noutro dia?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?
Como estará aquele que adoeceu?
Quando a enfermidade chegou, teu compromisso acabou?
Como andarás o que era de tua casa?
Novamente responderás: 'Acaso sou eu o seu guarda?'
Quando a enfermidade chegou, teu compromisso acabou?
Como andarás o que era de tua casa?
Novamente responderás: 'Acaso sou eu o seu guarda?'
Braços fortes te dei pra levantá-lo
Meu amor, eu te dei pra aliviar a dor
Que ele enfrentou por querer e não ser fiel
Mas igual a ti, ele espera o céu
Meu amor, eu te dei pra aliviar a dor
Que ele enfrentou por querer e não ser fiel
Mas igual a ti, ele espera o céu
Como receberás o sol noutro dia?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?
A luz te lembrará o semblante dele
Em cada manhã verás sua imagem
Até que consoles o meu coração
Onde está o teu irmão?
MT 25, 34-36.
Pensemos nestas palavras de Jesus:
"Vinde benditos de meu pai, porque Eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, não tinha onde dormir e me destes asilo, estava preso, doente e me socorrestes".
Vivemos em um mundo egoísta, individualista. Onde as pessoas só pensam nelas mesmas. O mundo está se esquecendo de Deus e de suas palavras. É lamentável ver tanto desprezo, tanta injustiça. As pessoas se preocupam com o ser, o ter e o prazer. Mas esquecem o bem supremo que é Jesus Cristo.
Me parte o coração o modo com a população trata os nossos irmãos de rua...
Com nojo, com medo, com desprezo.
Estes são os que sentem fome, não só a fome física, mas a fome espiritual. Muitas vezes eles precisam apenas de um minuto do seu tempo, de um olhar de carinho, um sorriso ou um simples: Bom dia!
Eles tem sede de amor, de atenção, e nós muitas vezes passamos por eles e ignoramos.
Esquecendo que amanhã ou depois pode ser eu ou pode ser você!
Como diz o ditado popular: O mundo dá voltas!!! É a mais pura verdade.
Eles não tem onde dormir...Assim como Jesus não tinha onde encostar a cabeça na hora em que foi crucificado.'
Quantos e quantos irmãos nossos estão presos. Para a sociedade não passam de "almas sebosas", que merecem morrer. Mas para Deus eles merecem compaixão, misericórdia.
Quem somos nós para julgar?
Quantos estão abandonados, doentes, sem ninguém ao lado deles...
Eis o que disse o senhor que sois bendito se tiverdes os socorrido.
Pensemos em nossas ações...
Será que estou amando ao meu próximo como me pede o senhor?
Como será triste chegar ao céu e OUVIR DA SANTA BOCA DO SENHOR QUE ELE NÃO NOS CONHECE.
Reflitam irmãos!
São Francisco de Assis Rogai por Nós!
"Vinde benditos de meu pai, porque Eu tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, não tinha onde dormir e me destes asilo, estava preso, doente e me socorrestes".
Vivemos em um mundo egoísta, individualista. Onde as pessoas só pensam nelas mesmas. O mundo está se esquecendo de Deus e de suas palavras. É lamentável ver tanto desprezo, tanta injustiça. As pessoas se preocupam com o ser, o ter e o prazer. Mas esquecem o bem supremo que é Jesus Cristo.
Me parte o coração o modo com a população trata os nossos irmãos de rua...
Com nojo, com medo, com desprezo.
Estes são os que sentem fome, não só a fome física, mas a fome espiritual. Muitas vezes eles precisam apenas de um minuto do seu tempo, de um olhar de carinho, um sorriso ou um simples: Bom dia!
Eles tem sede de amor, de atenção, e nós muitas vezes passamos por eles e ignoramos.
Esquecendo que amanhã ou depois pode ser eu ou pode ser você!
Como diz o ditado popular: O mundo dá voltas!!! É a mais pura verdade.
Eles não tem onde dormir...Assim como Jesus não tinha onde encostar a cabeça na hora em que foi crucificado.'
Quantos e quantos irmãos nossos estão presos. Para a sociedade não passam de "almas sebosas", que merecem morrer. Mas para Deus eles merecem compaixão, misericórdia.
Quem somos nós para julgar?
Quantos estão abandonados, doentes, sem ninguém ao lado deles...
Eis o que disse o senhor que sois bendito se tiverdes os socorrido.
Pensemos em nossas ações...
Será que estou amando ao meu próximo como me pede o senhor?
Como será triste chegar ao céu e OUVIR DA SANTA BOCA DO SENHOR QUE ELE NÃO NOS CONHECE.
Reflitam irmãos!
São Francisco de Assis Rogai por Nós!
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Salmo 114
"Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos".
Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.
Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.
Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
terça-feira, 28 de junho de 2011
SALVE MARIA!!!
Ave ó Maria imaculada de estrelas coroada, Vosso coração sobre o mundo reinará!
Ave lírio de Líbana pureza! Ave mãe da infinita grandeza rainha virginal!
Concedestes-vos o verbo encarnado, e de vós nasceu o rei esperado.
Maravilha sem igual! Ave ó Maria imaculada de estrelas coroada,
Vosso coração sobre o mundo reinará! Ave virgem poderosa e terrível,
Contra as trevas sois na luta invencível. Universo dominais!
Vosso nome é um brado de guerra, despeçais o mal da face
da terra e as potencias infernais.
Ave ó Maria imaculada de estrelas coroada, Vosso coração
sobre o mundo reinará!
Quando veio o mensageiro celeste, Vós, sem dúvida, a ele dissestes:
Eis a escrava do senhor!
Concedei-nos, pois um dom inefável: Ser escravos vossos, mãe admirável.
E viver de vosso amor!
Ave ó Maria imaculada de estrelas coroada, Vosso coração sobre o mundo reinará!
Soberana de insondável clemência restaurai em nós a santa inocência.
Oh sacrário de Jesus! E na hora da mortal agonia,
Recebei-nos, doce virgem Maria, na mansão da eterna luz.
Ave ó Maria imaculada de estrelas coroada,
Vosso coração sobre o mundo reinará!
Dos aflitos sois a consoladora.
Dos errantes, guia e protetora. Esperamos sempre em vós!
Nunca foi por vós, alguém desprezado, se confiante
Houver-nos suplicado.
Minha mãe rogai por nós!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Jesus, esmagado Pelos Nossos pecados
Jesus veio ao mundo para tirar os pecados da humanidade, por isso, Ele morreu na cruz, para arrancar o pecado do mundo, arrancar as ervas daninhas que matam o jardim da nossa alma. Há teologias que dizem que Jesus veio para trazer o bem-estar para o mundo; mas não, Ele veio para tirar o pecado do mundo. Estava anunciado havia mais de mil anos que Ele viria. João Batista anunciou Jesus, ele poderia usar o que os salmistas diziam, mas não. Em São João 1,29, ele anunciou Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo“. O anjo disse o mesmo para José: “Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados“.
“Tende consciência de que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha” (São Pedro 1,18-19).
“Haverá mais alegria no céu por um pecador que se converta do que por 99 justos que fazem penitência“. Sinta como você é precioso para Deus! Quantas pessoas acham que a sua vida não presta! Meu irmão, você é precioso para Deus, sua alma tem valor infinito para Ele. Peça perdão pelas vezes em que você se desvalorizou, pois você é muito precioso aos olhos do Altíssimo. Se você não valesse nada, o Filho de Deus não teria descido do céu para salvá-lo.
O Catecismo da Igreja Católica revela que Deus poderia ter salvo a humanidade de outra maneira, mas Ele o fez de forma que ninguém duvide de Seu amor. O segundo motivo pelo qual o Senhor fez do sofrimento a matéria-prima da salvação é porque Ele queria que entendêssemos o sofrimento. O salário do pecado é a morte. A consequência do pecado é a dor, a lágrima, o desespero e a morte.
No plano de Deus não haveria sofrimento para ninguém, porque Ele nos criou para a vida. Foi por inveja do demônio que a morte entrou no mundo. Ele injetou a morte com o veneno do pecado. A humanidade prefere ouvir a voz do demônio a ouvir a voz de Deus. A morte entrou no mundo, porque o pecado separa o homem de Deus Pai.O pecado da humanidade desorganiza tudo. A causa última de todo o sofrimento é o pecado. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo“. Foi para isso que o Senhor veio ao mundo.
Vergonha não é você contar o seu pecado para o padre, vergonha é você pecar. Não deixe a confissão para amanhã, porque amanhã pode não dar tempo. A primeira coisa que Jesus fez depois que Ele ressuscitou foi instituir o sacramento da confissão. Cristo Ressuscitado quis dar o perdão por intermédio da Igreja. Cristo não salvou simplesmente a humanidade, Ele depositou o remédio da salvação no coração da Igreja. Quem não ouve a Igreja não ouve o Pai. Quem crê e é batizado será salvo!
Fonte: Professor Felipe Aquino – Canção Nova
Assinar:
Postagens (Atom)










