quarta-feira, 13 de outubro de 2010

LITURGIA DAS HORAS


A Liturgia das Horas, uma oração de união!



“Senhor, já de manhã ouves a minha voz,
bem cedo Te invoco e fico esperando” Sl 5,4

A Liturgia das Horas, Oração das Horas ou Ofício Divino é uma oração de louvor e de súplica num determinado ciclo horário, que tem por finalidade a santificação do dia e de toda a atividade humana. Na Liturgia das Horas, opera-se também a santificação do homem e presta-se culto agradável a Deus. Mas principalmente podemos dizer que é uma oração que une à Oração de Jesus, que une ao próprio Senhor e a todo o Seu Corpo, a Santa Igreja. Une a Ele que disse que rezássemos sem cessar e sem desfalecer.

“Somente podemos entender a Liturgia das Horas a partir da oração de Cristo e de Sua Vontade, expressada nos Santos Evangelhos, nos escritos neotestamentários e no Magistério da Igreja. Noutras palavras: só podemos entender a Oração das Horas a partir do Mistério de Cristo, enquanto ela constitui uma das várias formas de vivência do Mistério Pascal de Cristo e, portanto, do próprio homem.

A comunicação com o Divino em nós, ou a experiência do Mistério, a que nos referimos, pode inserir-se dentro da nossa própria história, através da nossa experiência no tempo.


Essa comunicação com o Divino em nós ou a experiência do Mistério pode inserir-se dentro da experiência anual do tempo e temos aí o Ano Litúrgico. Pode inserir-se dentro da semana, na experiência pascal do trabalho e do repouso, e temos a Semana Litúrgica, iluminada pelo Domingo. E pode inserir-se também no dia, e temos o Dia Litúrgico. A Liturgia das Horas insere-se fundamentalmente no Dia Litúrgico. Constitui uma experiência do Mistério Pascal na experiência diária do tempo. É capaz de evocar o Mistério Pascal de Cristo e de seus membros. Podemos dizer, então, que a Liturgia das horas é uma experiência diária do Mistério Pascal a partir do ritmo do dia. É o Louvor da Igreja pelo Mistério de Cristo, a partir da luz, para a santificação especial do tempo. É assim que temos:



1- As Laudes (Oração da Manhã), que evocam de modo particular a Ressurreição do Senhor e a nossa ressurreição com Ele;
2- As Vésperas (Oração da Tarde), que evocam os mistérios da tarde, sobretudo o Sacrifício da Cruz;
3- As Horas durante o dia, que evocam os passos da Paixão de Cristo e a vida nascente da Igreja, animada pelo Espírito Santo:
a) A Terça (Oração das Nove Horas) celebra a condenação de Cristo à morte e o Mistério de Pentecostes;
b) A Sexta (Oração das Doze horas), a Crucifixão do Senhor;
c) A Noa (Oração das Quinze Horas), a morte de Jesus na Cruz;
4- As Completas que é a última oração do dia, mais breve, antes de deitar;
5- O Ofício das Leituras, que pode ser feito em qualquer hora do dia”.

Fontes: 1) Bíblia Sagrada – Edições CNBB; 2) Valeriano Santos Costa: “Liturgia das Horas”, Paulinas, SP, pg. 21ss; 3) Alberto Beckhäuser: “Rezar em comunidade”, Vozes, Petrópolis, 1987, pg. 34ss.

Na Liturgia das Horas, é possível seguir o conselho de Jesus, rezando sempre e sem desfalecer, a fim de mantermo-nos unidos perseverantemente a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo, e unidos à Oração de Súplica e Adoração de Jesus. É, por excelência, uma oração de união a toda a Igreja e à Santíssima Trindade de Amor.

“É preciso rezar sempre, sem desfalecer” Lc 18, 1

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